VIDAS DESTRUÍDAS

Ontem à noite um professor universitário (Ciência da Computação na USP) motorista de caminhão foi preso pela prática de roubo, a motivação do crime seria a busca de recursos para manter seu vício em crack.

Notícia: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/12/21/ex-professor-da-usp-e-preso-apos-roubar-bolsa-em-sp.jhtm

Uma matéria da TV, sobre o mesmo caso, informa que ele gastou cerca de R$ 9.000,00 em 15 dias com seu vício, compara a situação atual com uma foto de dois anos e mostra sua entrevista.

Matéria da TV: http://noticias.r7.com/videos/professor-universitario-rouba-bolsa-de-mulher-para-roubar-crack/idmedia/4ef1b7f63d1448799af0e6b3.html

Na entrevista da segunda matéria o professor caminhoneiro detido resumiu os efeitos da droga com a seguinte frase:

“É arrassador! Não há tsunami, não há bomba, não arma no mundo que destrua mais que o crack”.

Todos que já estiveram numa “cracolândia”, denominação dada às áreas tomadas por viciados em crack, conhecem tais efeitos destrutivos e sabem que dependentes desta droga se tornam verdadeiros “zumbis”, mortos em vida.

Sei que é apenas mais um caso de alguém que teve a vida destruída pelas drogas, algo comum e que parece longe de nossas vidas, mas não podemos nos iludir, este mal se prolifera abertamente e, pasmem, tem “especialistas” que defendem a liberação de alguns entorpecentes, fora alunos universitários que se revoltam com a repressão ao consumo em uma universidade pública.

Não existe droga fraca, boa ou inocente, todo entorpecente prejudica seu usuário, mesmo a maconha que os “liberais” acima citados insistem em minimizar se mostra perigosa, principalmente por ser a porta de entrada para outras drogas, poucas pessoas experimentam o crack diretamente, normalmente o primeiro contato acontece em rodas de usuários de outros entorpecentes.

Lamento pela desgraça que se abateu sobre este jovem professor motorista, bem como sobre a vida de muitos outros, mas escrevo sobre este assunto por outro motivo, não estou movido pela comoção, mas pela certeza que precisamos (nós, a sociedade) tomar urgentemente uma posição definitiva.

Existem ações para tratar os dependentes, lógico que isto é muito importante, mas estas medidas de nada adiantarão se continuar a oferta de drogas, apenas tratar viciados é o mesmo que tomar anti-térmicos durante um quadro infeccioso, baixa a febre mas não cura o doente, cuidar de viciados é pouco, muito pouco, quase nada no contexto global.

Devemos criticar e rever a atual postura passiva, isso inclui a sociedade e as diversas esferas de governo, todos têm sua parcela de culpa e não podem esperar que os demais resolvam o problema.

Falta um engajamento total e irrestrito para mudarmos a situação atual, sob pena de perdermos mais talentos, como o citado docente universitário.


Observação: As notícias iniciais informavam que o preso seria ex-professor universitário, porém, no dia seguinte, a imprensa desmentiu esta condição profissional, fato que motivou as correções de nosso texto, porém o conteúdo opinativo se manteve inalterado.

Notícias corrigindo a informação:
http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/usp-nega-que-homem-preso-na-zona-norte-de-sao-paulo-seja-ex-professor-20111221.html
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/12/familia-diz-que-preso-por-tentativa-de-roubo-mentiu-ao-dizer-ser-professor.html

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